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Como faço para agir diferente?

  • Sibele Baumgartner
  • 11 de mar. de 2024
  • 2 min de leitura



Nossa criança interior é formada na infância, até os 5 a 7 anos. Durante esse período passamos por 3 fases do desenvolvimento, quando ainda há a dependência de um adulto. E ao mesmo tempo estão ocorrendo as fases de mielinização. 


As situações traumáticas vividas na infância podem levar a criança a desenvolver mecanismos de defesa. Esses mecanismos permanecem na vida adulta e influenciam nosso comportamento. Para agir diferente, é preciso ter consciência da nossa criança interior e dos seus traumas.


Os traumas da infância podem se manifestar em 5 sentimentos: rejeição, abandono, manipulação, humilhação e exclusão. Esses sentimentos são a base para 5 traços de caráter: esquizóide, oral, psicopata, masoquista e rígido. Os comportamentos, pensamentos e sentimentos infantis são:


- Cuidar de mim.

- Resolver os meus problemas.

- Ficar bem boazinha para você gostar de mim.

- Ficar bem quietinha.

- Se você não me der o que eu quero eu me jogo no chão, choro, grito.

- Vou fazer sempre o melhor para merecer o seu amor.

- Se acha onipotente: "posso tudo".

- Não quero saber de você" ou impotente: "não posso ficar sem você, eu preciso de você senão eu morro".


Os comportamentos, pensamentos e sentimentos adultos são:

- Eu sei cuidar de mim.

- Faço o que precisa ser feito, não apenas o que eu quero fazer.

- Entende sua parcela de responsabilidade e assume a sua parcela.

- Não fica dizendo que a culpa é do outro, nem assume toda a culpa para si.

- Adulto tem condições de dizer: isso sim, isso não... dependendo da situação ou um ou outro.

- Ele é potente, sabe fazer o que precisa e se não conseguir saber buscar ajuda para o que for necessário.


A criança precisa de pai e mãe. E todo adulto precisa exercer a função de pai e mãe de sua criança interior. Então todo adulto precisa aprender a reconhecer seus pensamentos, sentimentos e saber identificar se são seus, ou da sua criança.


O papel do adulto enquanto pai e mãe da sua criança é acolher as demandas infantis e atender com maturidade essas necessidades. Perceber as angústias, medos, inseguranças, que são resultado dos traumas vivenciados lá atrás, e acalmar a criança na sua necessidade. É passar para a criança, que se lá atrás ela pode ter experienciado muitas angústias e medos, mas hoje “você adulto” está ao lado dela para atendê-la e dar a ela uma infância mais feliz.


 
 
 

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Psicóloga Sibele Baumgartner

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